http://www.desajustado.org/2012/10/24/o-meu-problema-com-libertarianismo/
"Entre muitos outros argumentos… E através de muitos diálogos pude enxergar a peça central do Libertarianismo.
Não qualquer tipo de liberdade, mas essencialmente a liberdade de escolha. De escolha consciente.
As práticas de um livre-mercado dependem fundamentalmente e intrinsecamente da idéia do livre-arbítrio.
Da capacidade das pessoas de fazerem escolhas conscientes, racionais e
completamente livres de influências externas para conduzir o mercado. Ou
seja, mais de um século de teoria são quase que completamente
dependentes dessa idéia ser verdadeira."
"Se não fossemos influenciáveis, todas as propagandas teriam
necessariamente um apelo racional, e não é o caso. A maior parte da
indústria grita simplesmente que você vai sentir-se bem se obtiver um
determinado produto. "
"Se um grande grupo de pessoas não consegue conduzir os mercados de
maneira democrática, um pequeno grupo de pessoas da elite tendem a criar
um resultado pior ainda.
Precisaríamos desenvolver um modelo de gerenciamento atualizado, com o
poder computacional que temos hoje, pra poder administrar o mercado.
Como máquinas tendo um potencial para imparcialidade muito maior que o
humano, seria possível obter um efeito muito mais democrático para o
problema de cálculo econômico proposto por Mises.
Uma ferramenta indo nessa direção é a Bitcoin, onde não há
regulação central alguma, é completamente automatizado. Dessa maneira, o
mercado poderia funcionar melhor no futuro.
Isso se for necessário um mercado, claro."
Tentando Elucidar
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Crítica a comercialização do serviço de saúde (Mudanças no mapa da Saúde )
Ivan Valente
Para entender o que um eficiente serviço de saúde pública e, também, o que é a visão liberal na saúde como mercadoria praticado nos Estados Unidos e louvado por nossos neoliberais que defendem o Estado mínimo, vale a pena o artigo da Professora Ligia Bahia que segue abaixo. Ela traça um paralelo entre o combate que foi dado ao vírus ebola na Nigéria (que tem uma capital com 21 milhões de habitantes) país pobre e populoso da África, que foi considerado livre do ebola pela OMS, e o enfrentamento dado pelos EUA ao mesmo vírus ebola.
E para confirmar o que a visão mercadológica de saúde pode produzir sugerimos, também, o filme de Michael Moore, chamado SOS Saúde, comparando o Sistema de Saúde americano em resposta à tragédia de 11/09 e os sistemas Canadenses, Inglês, Frances e Cubano.
Ivan Valente - Deputado Federal PSOL/SP
Artigo na íntegra: http://oglobo.globo.com/ opiniao/ mudancas-no-mapa-da-saude-14355 893
Assista ao filme aqui: https://www.youtube.com/ watch?v=VoBleMNAwUg
"Especialistas em estudos internacionais consideram que a Nigéria acertou mais do que os EUA, onde houve demora de mais de dez dias para identificar um paciente e circulam propostas de proibição de entrada de estrangeiros, baseadas no puro preconceito, bem como informações imprecisas baseadas no hiperdimensionamento de um número ínfimo de casos. A inversão da rota Norte-Sul constitui um feito notável porque evidencia que a conjugação de capacidades locais e internacionais com solidariedade é mais efetiva do que o isolamento e a discriminação. Ficou demonstrado que a Nigéria tem expertise para resolver seus problemas de saúde e que o fechamento do acesso de viajantes de economias já prejudicadas com o impacto do ebola não é necessário."
Comentários:
Como numa hipótese de epidemia, a exemplo do ebola, que atinge principalmente a fatia menos abastada da população seria controlada num ambiente anárco-liberal? Qual seria a entidade que substituiria o caráter regulatório do estado, e dentro dessa perspectiva empresarial, o que seria dos serviços básicos para as pessoas que não tiverem poder aquisitivo??
Para entender o que um eficiente serviço de saúde pública e, também, o que é a visão liberal na saúde como mercadoria praticado nos Estados Unidos e louvado por nossos neoliberais que defendem o Estado mínimo, vale a pena o artigo da Professora Ligia Bahia que segue abaixo. Ela traça um paralelo entre o combate que foi dado ao vírus ebola na Nigéria (que tem uma capital com 21 milhões de habitantes) país pobre e populoso da África, que foi considerado livre do ebola pela OMS, e o enfrentamento dado pelos EUA ao mesmo vírus ebola.
E para confirmar o que a visão mercadológica de saúde pode produzir sugerimos, também, o filme de Michael Moore, chamado SOS Saúde, comparando o Sistema de Saúde americano em resposta à tragédia de 11/09 e os sistemas Canadenses, Inglês, Frances e Cubano.
Ivan Valente - Deputado Federal PSOL/SP
Artigo na íntegra: http://oglobo.globo.com/
Assista ao filme aqui: https://www.youtube.com/
"Especialistas em estudos internacionais consideram que a Nigéria acertou mais do que os EUA, onde houve demora de mais de dez dias para identificar um paciente e circulam propostas de proibição de entrada de estrangeiros, baseadas no puro preconceito, bem como informações imprecisas baseadas no hiperdimensionamento de um número ínfimo de casos. A inversão da rota Norte-Sul constitui um feito notável porque evidencia que a conjugação de capacidades locais e internacionais com solidariedade é mais efetiva do que o isolamento e a discriminação. Ficou demonstrado que a Nigéria tem expertise para resolver seus problemas de saúde e que o fechamento do acesso de viajantes de economias já prejudicadas com o impacto do ebola não é necessário."
Comentários:
Como numa hipótese de epidemia, a exemplo do ebola, que atinge principalmente a fatia menos abastada da população seria controlada num ambiente anárco-liberal? Qual seria a entidade que substituiria o caráter regulatório do estado, e dentro dessa perspectiva empresarial, o que seria dos serviços básicos para as pessoas que não tiverem poder aquisitivo??
Libertarianismo: deturpação do conceito de emancipação social
http://lobofrontal.blogspot.com.br/2013/01/libertarianismo-deturpacao-do-conceito.html
"Essa mesmo desprendimento do libertarianismo com o bem estar populacional, levanta a segunda observação crítica: ele atenta contra os serviços de primeira necessidade que não geram lucros. Vejam-se alguns exemplos: (a) a construção de estradas pode ser considerado um investimento econômico, e pode trazer bons lucros, se for direcionado ao escoamento da produção e da organização de acesso às empresas, fábricas e comércio, mas as populações de baixa renda se veriam desprovidas desse recurso, a não ser pela atitude caridosa dos proprietários dessa "nova organização política", ou se eles mesmos as construíssem; (b) os serviços públicos de saúde desapareceriam, dando lugar a um tipo de prestação lucrativa que só admitiria o acesso a esses serviços por aqueles que pudessem pagar por eles; (c) quem não pode pagar por segurança, fica sem polícia, sem bombeiros, sem salva-vidas, e se você acha que a polícia pública é violenta (mesmo vinculada a preceitos constitucionalmente assegurados), imagine uma polícia que é comandada apenas pelo dinheiro - já ouviu falar na expressão capanga, ou jagunço?"
"Ante o exposto, ficam alguns questionamentos: como vai se chamar a instituição que surgirá em substituição ao Estado? Quem mandará nela? Pode-se pensar em BRASIL S/A? Quem seriam os acionistas? Quanto você tem no bolso? Hum...
O que leva à seguinte conclusão: o modelo libertarianista garante a máxima liberdade para aqueles que detém recursos econômicos, e a máxima opressão aos desprovidos. A proposta é uma deturpação do conceito de emancipação."
"Essa mesmo desprendimento do libertarianismo com o bem estar populacional, levanta a segunda observação crítica: ele atenta contra os serviços de primeira necessidade que não geram lucros. Vejam-se alguns exemplos: (a) a construção de estradas pode ser considerado um investimento econômico, e pode trazer bons lucros, se for direcionado ao escoamento da produção e da organização de acesso às empresas, fábricas e comércio, mas as populações de baixa renda se veriam desprovidas desse recurso, a não ser pela atitude caridosa dos proprietários dessa "nova organização política", ou se eles mesmos as construíssem; (b) os serviços públicos de saúde desapareceriam, dando lugar a um tipo de prestação lucrativa que só admitiria o acesso a esses serviços por aqueles que pudessem pagar por eles; (c) quem não pode pagar por segurança, fica sem polícia, sem bombeiros, sem salva-vidas, e se você acha que a polícia pública é violenta (mesmo vinculada a preceitos constitucionalmente assegurados), imagine uma polícia que é comandada apenas pelo dinheiro - já ouviu falar na expressão capanga, ou jagunço?"
"Ante o exposto, ficam alguns questionamentos: como vai se chamar a instituição que surgirá em substituição ao Estado? Quem mandará nela? Pode-se pensar em BRASIL S/A? Quem seriam os acionistas? Quanto você tem no bolso? Hum...
O que leva à seguinte conclusão: o modelo libertarianista garante a máxima liberdade para aqueles que detém recursos econômicos, e a máxima opressão aos desprovidos. A proposta é uma deturpação do conceito de emancipação."
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