http://lobofrontal.blogspot.com.br/2013/01/libertarianismo-deturpacao-do-conceito.html
"Essa mesmo desprendimento do libertarianismo com o bem estar populacional, levanta a segunda observação crítica: ele atenta contra os serviços de primeira necessidade que não geram lucros. Vejam-se alguns exemplos: (a) a construção de estradas pode
ser considerado um investimento econômico, e pode trazer bons lucros,
se for direcionado ao escoamento da produção e da organização de acesso
às empresas, fábricas e comércio, mas as populações de baixa renda se
veriam desprovidas desse recurso, a não ser pela atitude caridosa dos
proprietários dessa "nova organização política", ou se eles mesmos as
construíssem; (b) os serviços públicos de saúde desapareceriam,
dando lugar a um tipo de prestação lucrativa que só admitiria o acesso a
esses serviços por aqueles que pudessem pagar por eles; (c) quem não
pode pagar por segurança, fica sem polícia, sem bombeiros, sem salva-vidas, e se você acha que a polícia pública é violenta (mesmo vinculada a preceitos constitucionalmente assegurados), imagine uma polícia que é comandada apenas pelo dinheiro - já ouviu falar na expressão capanga, ou jagunço?"
"Ante o exposto, ficam alguns questionamentos: como vai se chamar a instituição que surgirá em substituição ao Estado? Quem mandará nela? Pode-se pensar em BRASIL S/A? Quem seriam os acionistas? Quanto você tem no bolso? Hum...
O que leva à seguinte conclusão: o modelo libertarianista garante a
máxima liberdade para aqueles que detém recursos econômicos, e a máxima
opressão aos desprovidos. A proposta é uma deturpação do conceito de emancipação."
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